Vi, mas não vi.

Aquele cachorrinho alegre e companheiro, membro da minha família a quem muito amava;
O vi partir, mas não vi.

Aquele pai dedicado, trabalhador e carinhoso que educou com todo amor e ensinou sobre a vida;
O vi adoecer, mas não vi.

Aqueles amigos queridos que são mais chegados que irmãos;
Alguns vi casar, alguns se mudar, alguns tornarem-se pais, iniciar e encerrar etapas, outros vi partir,
mas não vi.

Aquelas garotinhas, aqueles docinhos que chamamos de sobrinhas;
As vi trocar as bonecas por maquiagem, sair da infância e se tornarem mocinhas,
mas não vi.

Aquele rapazinho companheiro e amigo, a quem vi nascer e chamo de irmão;
O vi amadurecer e se tornar um homem, aprender a batalhar pela vida,
mas não vi.

Aquela menina que brincava de boneca comigo, se ausentou por tantos anos e voltou para nós, aquela a quem chamo de irmã;
A vi ser alguém comprometida e responsável, cuidar daquele mesmo pai adoecido,
mas não vi.

Aquele pai a quem vi adoecer mas não vi;
O vi partir desta vida, mas também não vi.

Tudo o que vi, vi através de telas e monitores;
Mas meus olhos tão sedentos, em verdade e em pessoa,
esses nada viram.

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