Maternidade x Vida Social

Em meio a assuntos sem noção e crises bobas de riso, a única preocupação na mente é:
Tenho que ir pra escola/trabalho amanhã, eu já deveria estar dormindo.
Mas quem se importa? Algumas boas conversas sobre tudo e nada, não fazem mal a ninguém.
De repente você acorda com o barulho do choro ou um chamado bem alto: Mãããe!
Afinal, tudo aquilo não passava de um sonho farto de lembranças de um tempo não muito distante.

É verdade que a maternidade nos transforma e nos traz uns poderes muito loucos, nos faz mais maduras e etc etc…
Mas também é verdade que, no momento em que você descobre que está grávida, imediatamente bate alguém na sua portae te entrega um pacote cheio de variadas surpresas, as quais serão desempacotadas ao longo da vida.

Nem sempre gostamos de tudo o que vem no pacote, mas ele é nosso!

Falar sobre as dificuldades da maternidade é sempre complicado pois a maioria das pessoas só gosta de ouvir a parte linda e bela, que de fato existe, e é a maior.
Mas essa idealizacão de que a vida será como brincar de bonecas, é o que tem feito muitas mamães acharem que tem algo errado com elas, quando se deparam com a vida como ela é.
A forma extremamente lúdica como se é mostrado,
tem feito também com que muitas se sintam tristes e algumas até se deprimam.

Quando se trata de vida social, dos amigos que cultivamos na vida e da rotina simples com as responsabilidades limitadas que outrora tínhamos, tudo isso fica bem nítido.

Quando eu era bem jovem, na igreja, conhecia muitas pessoas e algumas delas mulheres que estavam ali no dia a dia, presentes e ativas.
Quase todas elas, ao se tornarem mães, desapareciam!
Pelo menos era assim que eu enxergava, mas desconhecia as razões.

Se eu tivesse o poder de fazer com que esse texto chegasse a todas as pessoas, eu gostaria de dizer o seguinte:

Mães são pessoas!

Sabe aquela sua amiga inseparável, aquela sua companheira de trabalho ou até aquela não muito próxima mas que frenquentava o seu círculo social, que costumava fazer coisas com você, que conversava com você,
que dividia momentos???
Ela ainda existe!
Talvez sem tempo, com a unha e o cabelo por fazer, com a casa toda bagunçada, com sono acumulado…
Mas ela existe!

Não é porque uma amiga teve um filho, que ela deixou de ser amiga.
Ela ainda é engraçada, ainda gosta de assistir as mesmas séries, gosta das mesmas músicas.
Ela ainda tem vontade de sair pra comer e conversar sobre tudo e nada, ela ainda tem sentimentos.
Ela queria poder sair pra se encontrar com o pessoal, mas de repente o bebê ficou doente, ou caiu e se machucou e necessitou do colinho curativo da mamãe.

Mães também tem vontade de caminhar despreocupadas só pra sentir o vento no rosto e espairecer um pouco.
Sentar na calçada e não falar apenas sobre como o bebê cresceu e tudo referente á seu filho todo o tempo.
Elas gostariam de continuar a vida exatamente como era antes, de trabalhar, de serem úteis e se sentirem importantes.

Quantas vezes você pensou assim: Deixa ela tadinha, ela deve estar cansada! Outro dia eu vou lá!
Ou de repente pensou: Ela está em outra fase agora, não vou atrapalhar, mas se precisar de ajuda, estou aqui!
Ou talvez: Nossa, ela tá sumida! Mas eu entendo, deixa ela ter o tempo dela.

E sem perceber, você desapareceu.
Ou talvez tenha se limitado á mensagens de Whatsapp como:

Oi tudo bem?
E o baby?
Saudades!

Fazendo uma pesquisa de opinião no Instagram do blog, me deparei com várias histórias de mulheres que nem se conheciam mas que dividiam os mesmos sentimentos de solidão, incompreensão e conformismo.
Principalmente vindo das mães jovens e/ou de filhos pequenos.

Algumas até enfatizaram: Eu não tenho amigos!

Muitas dividiram histórias comigo e viram numa simples enquete, uma oportunidade de desabafar.

E aqui estou eu tentando ser a voz de todas nós, porque sim, eu também já vivi tuuuudo isso.

Eu sei que teve vezes em que você olhou uma foto no Instagram/Facebook com toda a sua turma reunida sem você e teve aquela sensação de se estar perdendo alguma coisa.

E aquela vez que você e sua amiga tentavam estabelecer uma conversa mas foi impossível, porque seu(a) filho(a) estava naquela fase de energia total, em que de fato, precisa estar em atividade constante.

Também teve o dia em que você decidiu se divertir e no meio do rolê deu um tablet/celular para o(a) seu(a) pequeno(a) assistir um desenho, mas alguém (que não tem filhos pequenos) imediatamente levantou um discurso de como esses aparelhos são prejudiciais e que você está estragando o seu filho e blá blá blá blá. (Aliás, isso é assunto pra um outro post!)
Sim, você disse pra si mesma: Era melhor eu ter ficado em casa.

Agora, aqui entre nós… Mamy leitora:

Eu te entendo.

E sim, a vida mudou.

Mas isso não tem nada a ver com se isolar do mundo.

Deus nos deu uma capacidade que muitas vezes não compreendemos.
Capacidade essa que nos permite ser e fazer o que quisermos ser e fazer.
Geramos um ser humano que precisa de nós.
Essa criança que agora é o nosso ar, nossa preocupação vitalícia
e motivo dos nossos maiores planos para o futuro, simplesmente precisa de nós.
Não podemos viver sem eles assim como eles não podem viver sem a gente.
Nosso filho será no futuro aquilo que ensinamos agora. Seu caráter será o reflexo de todo o nosso amor, dedicação e sim, sacrifícios. Mas que nos recompensam todas as manhãs só por acordarem.
Nós somos maravilhosamente indispensáveis!
Nós somos as rainhas do mundo deles!

E há tempo pra tudo.

Há como se reorganizar, como retomar as atividades…
Mas vai ser na hora certa, e vai ser lindo!
Você vai olhar pra traz e ver que não deixou a desejar no papel mais importante de todos
e também vai poder ser completa através dos seus talentos praticados, seu trabalho, seus sonhos, se assim quiser.

Pode ser que você esteja chamando de amigos, aqueles que não tem mais essa posição na sua vida.
Sim, isso pode acontecer, e é normal. Pessoas entram e saem das nossas vidas.
O verdadeiro amigo vai saber respeitar suas limitações, vai ser um apoio e um refrigério para dias estressantes.

Se existe uma pessoa, que vai com você levar seu(a) filho(a) no parquinho do bairro só pra te fazer companhia, que segura na mão dele(a) pra você poder ir no banheiro e que faz questão de estar com você, mesmo em meio aos gritinhos e barulho constante:

Pronto! Já tem alguém pra chamar de BFF!

Amizades não podem ser forçadas. Se a vida entre você e aquela velha amiga não se encaixa mais, deixe ir.
Se os pensamentos e expectativas não correspondem mais, deixe ir e não se entristeça por isso.
Você mudou, pra melhor, vamos em frente. Coisas incríveis virão.
Deus irá suprir cada necessidade do seu coração.
Você só precisa estar aberta a isso.

Então, quando terminar de ler esse post, vai lá no seu espelho garota e diga pra si mesma:
Eu sou uma mãe maravilhosa
Eu sou uma amiga maravilhosa
E Deus faz tudo certo, na hora certa!

Fiquem com Deus e até o próximo post!

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3 comentários sobre “Maternidade x Vida Social

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